quinta-feira, 24 de maio de 2012
Sinais ofensivos
Alguns dias atrás assisti um trecho do seriado Seinfeld que me fez pensar sobre as ofensas com sinais e palavras.
No seriado o protagonista enfatiza que quando alguém mostra o dedo médio (vulgo "do meio") ele se torna obrigado a se ofender. Nós nos comunicamos através de sinais, sejam por gestos ou sons, porém de onde vem esta obrigação de se ofender?
A primeira vista podemos pensar que o emissor das palavras ou gestos ofensivos poderiam ser a causa da ofensa, porém discordo, afinal a ofensa precisa de 2 elementos para ocorrer: o emissor e a tradução.
A tradução se da pela interpretação das intenções do emissor da ofensa, em outras palavras, você só se ofenderá se traduzir as intenções do emissor.
Diferente de um soco que só depende do emissor (você se machucará traduzindo o soco ou não) as ofensas por sinais só tornam forma quando você cria elas em sua cabeça. Quando você é mandado para "aquele lugar" estas palavras só se tornam malignas quando você resolve criar uma lança dentro de sua própria cabeça.
Se você se ofende quando alguém te xinga, você também é o culpado, você forneceu a criação da arma ao seu inimigo, você é o elo entre o projeto e o dano.
Então minha mensagem a você leitor é simples: reflita e vá se foder.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
O valor do afeto
A pouco tempo ficou famosa uma decisão judiciária que sentenciou um pai indenizar sua filha (agora já com seus trinta e tantos anos) por abandona-la
desde criança, deixando os papeis de pai e mãe apenas com a mãe.
Esta mesma notícia poderia ter como título “Judiciário
obriga a pai amar sua filha” ou até mesmo “Judiciário permite a troca do afeto
paternal por dinheiro”, afinal o quanto vale o afeto paternal?
Nossa sociedade se tornou dinâmica e o mesmo ocorre com as
famílias. Casais de homossexuais e pessoas solteiras podem adotar, mas se o
Estado admite que uma pessoa sozinha pode adotar, porque uma mãe sozinha não
pode criar bem um filho?
É claro que dois cuidam melhor do que um, naquele velho
esquema “pai trabalha e mãe cuida”, quando temos apenas um destes elementos no
jogo o outro papel acaba por ser “terceirizado”, geralmente por avos ou tios.
Porém quando foi que o Estado se tornou legítimo para
quantificar qual o valor de um pai? Imaginemos um pai alcóolatra, que é violento,
que gasta o dinheiro para pagar as contas mais básicas para se embriagar, este
pai com certeza será uma possível influência negativa, muito mais do que um pai
ausente, então qual o valor que este pai deverá indenizar seus filhos?
Também podemos pensar em um pai que viveu uma vida simples,
em outras palavras um ignorante, este não poderia nem ao menos ajudar no dever
de casa de seus filhos, então qual a indenização deverá ser pago a seus filhos?
Não irei falar sobre minha conclusão a respeito do tema, mas
fecharei este texto com uma pergunta: Se a mãe que cria seu filho sozinha for
rica o pai deverá pagar pelo abandono ou o dinheiro da mãe já substitui o afeto
do pai em relação ao filho?
domingo, 29 de abril de 2012
Visões do futuro
Poderes divinos, quem não gostaria de tê-los? Ver o futuro, através
de sonhos ou sinais é um destes poderes que alguns dizem possuir.
Desastres naturais, aviões caindo, celebridades falecendo, sempre vemos alguém
que diz já ter visto acontecer antes de acontecer.
Com isso em mente comecei a refletir sobre a origem deste
poder magnifico, por conclusão obvia já imagino que apenas seres divinos que
consigam ver além do tempo-espaço conseguiriam te contar algo assim (ou aliens,
mas precisa de fé para acreditar neles).
Então esta divindade desce dos céus e fala no seu ouvido “Tsunami
às 14h no Japão, no dia X”, o locutor todo animado em saber o futuro compra um
dicionário português-japonês, e avisa o Japão com toda sua bondade no coração sobre
o que vai acontecer, porém às 14h no Japão, milhares de pessoas morrem pelo
tsunami.
Serei direto, porque quem vê o futuro não tem poder de
muda-lo? Esta divindade (ou alien) tem o trabalho de te avisar que algo horrível
vai acontecer, mas você não pode fazer nada, me parece muito uma fofoquinha
divina, algo como “Amigaaaaa, fiquei sabendo que às 14h lá no Japão, vai ser
TBUM! Japonês se afogando para todo lado!”.
Ora, se esta divindade (ou alien) tiver poder de saber o
futuro, ele sabe também de suas limitações, então para que escolher pessoas sem
poder? Se for haver um tsunami porque não avisar o presidente do Japão ou até
mesmo as pessoas do local? Se um avião vai cair porque não enviar o sonho
profético ao mecânico do avião? Bem mais útil, neh?
A conclusão que chego é que ao dar uma informação tão
importante a alguém que não pode mudar nada mais se parece mais com sarcasmo
divino (ou alien), do que algo realmente do bem.
Então na remota hipótese de você leitor ser uma dessas
pessoas de poderes magníficos, quero te deixar uma questão: A origem de seus
poderes é realmente dado por um bom ser?
Como diria o homem-aranha “Grandes poderes trazem grandes
responsabilidades” (ou foi o batman que disse isso?), enfim, enquanto seu poder
não te trás nenhuma consequência então duvide da boa índole de quem o entregou,
e concluo com a frase do renomado Velho Banguela “Nada nessa vida é de graça”.
domingo, 22 de abril de 2012
A morte de um ateu
Recentemente estive vendo as apresentações
de George Carlin, para quem não o conhece recomendo que veja suas apresentações
“stand up” (no youtube você acha facilmente alguns vídeos legendados).
O Sr. George foi criado como católico,
porém tornou-se ateu em algum momento de sua vida, levando para seus shows
críticas a religião de uma forma bem humorada e divertida, mostrando, entre
outras coisas, o quão ignorante são os que procuram se justificar por crenças
ilógicas.
Aos 71 anos, George Carlin faleceu como
um ateu, deixando como legado suas críticas acidas e boas lembranças a todos os
seus fãs.
O ateísmo ganhou muita força
recentemente, muito bem aceito por intelectuais que usam sua lógica para
mostrar a ilógica das demais crenças. Analisando friamente as chances de um
ateu vencer uma discussão de lógica a respeito da fé é realmente enorme.
Afinal a crença em uma entidade
superior invisível é realmente difícil de ser provada, ainda mais com estupros,
guerras, assassinatos, futilidades e milhares de coisas ruins acontecendo a
todo instante, tudo indicando que este mundo não esta sendo supervisionado por
algum ser que nos protege.
Mais forte se torna os fundamentos do
ateísmo quando vemos igrejas com patrimônio que superam os bilhões, enquanto
seus membros continuam sofrendo igualmente.
Porém gostaria de trazer apenas um
motivo para você Sr. e Sra. Ateu o porque você deve procurar acreditar em algo
além dos fatos. Mas não entrem em pânico! Não irei entrar em um debate entre a
existência ou não de seres divinos, afinal eu certamente perderia tal debate.
Pergunte a George Calin o que ele acha
a respeito do assunto, opa! ele não vai poder te responder, afinal esta morto,
e este é justamente o ponto a que quero chegar, afinal o que um Ateu espera? Viver
seus 100 anos e depois ter apagados todas suas dores e amores, sua história,
sua essência, tudo isso voltará ao nada. Qual a glória de ser um ateu?
Religião move muito mais de 90% das
pessoas, através do pagamento de dízimos e ofertas, além de outros tipos de
trabalhos, desta forma a maioria das pessoas acreditam em algo sem pesquisar a
respeito, sem saber qual a origem do que se crê e isso recebe um nome:
Ignorância!
A fé é justamente isto, a arte de
acreditar cegamente em algo. Mas porque procurar que nos torna ignorantes?
Coloco meus motivos na discussão e
chego enfim a um fundamento que justifica toda a ignorância: a imortalidade.
Pelo menos é isto que me move a procurar algo no desconhecido.
Procurar por formas de romper este
tempo limite que temos é algo que apenas a fé proporciona, se a religião vai me
colocar mais próximo a isto não sei, não conheço de coisas além deste mundo,
porém o que perderei sendo religioso no fim?
Ateus se acham muitas vezes gloriosos
por saberem que estão ferrados e não procuram nada além desta vida de
sofrimento (ou se cansaram de procurar), mas só porque milhares de igrejas,
cultos, religiões são desvirtuadas não quer dizer que tudo esteja errado.
Afinal se o ateu estiver correto todos
nos perdemos, porém se o religioso estiver correto apenas os religiosos ganham.
Desta forma a conclusão fica clara e matematicamente perfeita, acreditar no
divino é mais viável do que não acreditar.
Se a fé é sinônimo de ignorância,
talvez seja, quem sabe? Mas prefiro ser um ignorante imortal, do que um
intelectual morto.
sábado, 14 de abril de 2012
Atração dos sexos (para homens)
Jogos de sedução, olhares, piscadelas e centenas de dicas do
que fazer para conquistar aquela gata, quantos não procuram a receita da
felicidade por este caminho? Desculpe desaponta-los, mas isso não serve de nada!
Não se entristeça, pelo contrário abra um sorriso, pois o segredo da
atração do sexo oposto esta dentro de você! Literalmente dentro de você.
Os mais cultos já sabem onde quero chegar: Feromônios. O incrível hormônio
que por si só é capaz de atrair qualquer mulher, suas propriedades são exóticas
e quase ilusórias, fazem de qualquer mané o perfeito príncipe encantado para os olhos femininos.
Seguindo este raciocínio algumas questões práticas surgem como o porquê
dos bombados (pessoas musculosas) atraírem mais enquanto os gordos não atraem
quase ninguém. Os fatos superam a ciência? Alguns de cara se enganam, pela simples constatação errada dos fatos.
Mas a ciência acertou neste ponto, os mesmos feromônios que fazem o
bombado atrair é o que faz o gordo atrair, e para desmistificar mitos como:
dinheiro, beleza e inteligência atraem mulheres, irei comprovar, com base
científica, o porquê da distinção tão grande entre a atração dos gordos para os
bombados.
Começaremos a análise pelos gordos. Imaginemos 2 pessoas fisicamente
idênticas (A e B), digamos que produzam e liberem X feromônios por
minuto, agora acrescentemos alguns quilos em B. A produção de feromônios em B
em relação a A continua idêntica, porém se alterou a liberação, podemos dizer
que A produz e libera X, porém B produz X e libera X menos Y.
Tal situação se justifica pela camada de gordura em excesso de B que serve
como uma muralha de manteiga impedindo a saída normal de seus hormônios. Quanto
mais gordura maior e mais denso será esta barreira.
Agora vejamos o que ocorre com os bombados. Imaginemos 2 indivíduos
geneticamente iguais (C e D), ambos produzem e liberam a mesma quantidade de
feromônios, porém D faz muitos exercícios, e torna-se alguém mais forte, com um
corpo maior que de C, e como consequência atrai mais, embora sua produção de
feromônios continue a mesma.
Ora, pelo mesmo motivo dado no caso anterior vê-se a distinção de
atração entre C e D, porém ainda assim continua havendo a atuação direta dos hormônios nesta equação.
Reflitam, os músculos aumentados de D ocupam mais espaço, logo pressionam
tudo o que havia ao seu redor para fora, inclusive os feromônios!
Desta forma fica claro que não houve maior produção hormonal por conta dos
exercícios, mas sim maior liberação dos feromônios que já existiam, mas que por
diversos fatores não chegavam a serem liberados.
A conclusão é quase que dispensável, porém seguirei a praxe e a farei. Se
você deseja atrair mais, simplesmente se alimente melhor, além de praticar exercícios
regularmente, com essas dicas simples você atingirá o limiar de seu próprio
poder de atração.
Lembre-se: Dentro de cada um de nós existe um tigre de bengala, cabe a
nós deixarmos o caminho livre para ele se libertar.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Inclusão digital
Internet! De tão fantástica mereceu uma exclamação logo no
inicio do texto. Este instrumento da mais pura democracia. Aqui todos somos
iguais, cada um diz o que quer sem comprometer, este lugar mágico permite
você ser o que você quiser (ainda mais se tiver conhecimento em fotoshop).
Mas neste mundo de tijolos dourados será que é tudo assim tão
perfeito? Antes que me interpretem mal não estou me referindo a pedófilos ou a
comunidades de ódio. Mas de algo mais cruel, algo que de tão vil se esconde no
meio desta democracia, ali despercebida no seio da igualdade.
O mundo virtual, tamanho foi seu destaque, chegou aos ouvidos de
nosso governo que começou com políticas de inclusão digital para as comunidades mais
pobres, somado-se a isto o aumento do poder aquisitivo das classes mais baixas que cada vez mais foram ganhando acesso a carros, viagens aéreas e, como não poderia deixar de ser, a internet, fruto da
estabilidade financeira do país.
E o tal problema?
Ora, o novo usuário de internet: Pobres. Pessoas estas que
muitas vezes só vieram a ter um computador próprio quando adultos, ou apenas
chegaram a mexer em seus empregos com as funções básicas para trabalho (word, excel, etc) e alguns outros facilitadores do trabalho burocrático.
Este novo usuário não sabe se comportar na internet, não é
incomum ver um deles postando fotos obscenas, usando um linguajar horrível com
muitos erros de ortografia, entre tantas outras gafes que estão por todos os
lados. E por isto este usuário é ofendido e excluído em fóruns e redes sociais,
por ser alguém de classe inferior; alguém não merecedor deste mundo novo.
E como fica a democracia da internet? Afinal, aqui não é para todos? Talvez eu tenha me enganado, pois me parece que a internet é para todos
que são iguais aos pré-internetianos (termo criado por mim), pessoas que já
usavam a internet antes da inclusão digital, ou seja, burgueses que nasceram
com um computador ou que logo na infância ou inicio da adolescência já tinham
acesso a um.
Mas, o que difere o novo usuário do antigo usuário? Pode
parecer boba a resposta, mas é o tempo de uso. O antigo usuário desde a
infância já mexe em um computador, já falou todas as besteiras que poderia
falar, publicou fotos que não deveriam, clicou em links que não deveriam, e
enfim aprendeu o que deve e o que não deve fazer na internet.
Enquanto isso o novo usuário esta cometendo estes erros
agora, ele é apenas um bebe na internet. Você briga com um bebe por fazer caquinha
nas fraudas? E porque ofende este novo usuário, vulgo pobre.
A internet é um instrumento poderoso de democracia, a voz de
qualquer um é transmitida a todo o mundo em segundos, sem diferenciação de
raça, cor, etnia ou quanto custou sua camisa Nike.
O preconceito de classe foi transportado a internet e por
incrível que pareça os novos agressores não se vêem como algozes, mas como vítimas!
Um termo que se encaixa bem nesta situação é o “elitismo”,
ou seja, manda quem é elite. E quem é a elite? Os primeiros usuários, a nobreza.
Notam alguma semelhança com a realidade?
O mundo é virtual, mas o preconceito é real. Algumas coisas não mudaram tanto e nossa história parece querer se repetir
novamente, o que espera para o futuro da internet? Guerras mundiais virtuais?
Google x Apple? Bytes sendo mortos em uma batalha sangrenta?
O que te engrandece neste mundo virtual é a solides de suas
idéias. Se algum novo bebe virtual fala besteira no que isto prejudicaria a
“elite de usuários”? Os bebes são tão fortes a ponto de assustá-los? O simples
choro de um bebe pode apagar seus ideais?
De nenhuma forma defendo a falta de técnica na escrita ou a
obscenidade na internet, porém devemos enfrentar esta batalha de classes não
com ódio (como costumeiramente é feito na vida real), mas com compreensão,
afinal se suas idéias são firmes ela irá se destacar independente da quantidade
de pessoas que estejam nesse universo único que é a internet.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Não chore
Desde a primeira vez que a vi senti que ela era diferente das outras, divertida,
bela, charmosa e tudo o que eu poderia desejar, mas também tinha algo a mais, algo que até
mesmo antes de realmente a conhecer já me atraiu. Porém, como todo mortal nada
fiz, afinal, quem sou eu?
Ser uma pessoa normal não me tirava a vontade de admirar aqueles longos cabelos loiros, tingidos eu admito, mas que mulher
hoje em dia não é assim?
Até mesmo comecei a vigiar-me, afinal, talvez estivesse
deixando claro demais minhas intenções, que me levavam muito próximo a ela, mas
ao mesmo tempo longe, pois temia que ela descobrisse que eu não sou nada
demais. Naquela época não tenho lembranças de falar com ela, talvez realmente
apenas a admirasse de longe.
O que quero contar aconteceu em um dia qualquer, enquanto andava por um lugar qualquer, quando a
vi por acaso. Minhas intenções ainda oscilavam sobre o que fazer, afinal estava
distraído e não me preparei psicologicamente para vê-la, logo ali, sentada em uma quina de um jardim qualquer.
Com alguns passos passaria diante dela, e com mais alguns
não mais a veria naquele dia, ela ficaria para trás. Porém daquela vez algo
mudou. 1 passo, 2 passos, lentamente fui passando, a vi sentada com a cabeça baixa, 3 passos, 4 passos, eu estava em frente a ela, por um momento ela
olhou para cima, olhou para mim, talvez por uma fração de segundos, tempo o bastante para ver claramente lagrimas em seus olhos, 5 passos, 6 passos, meu corpo continuava a
se mover embora aquelas lagrimas tivessem mudado todo meu dia.
Já não podia mais vê-la, estava 2 passos para trás, mas
afinal o que faria se me virasse? Mas a sorte foi lançada. Aquela fração de
segundo que ela me olhou foi a sentença decretada pelo destino (e sem direito a
recurso), se eu passasse não teria mais o direito de sonhar com ela.
Voltei a olhar para ela, não sei por quanto tempo. Agora ela
percebia o desconhecido a olhando. "Não há mais saída" pensei e logo andei em sua
direção, sentei ao seu lado e apenas falei:
- Não chore
Alguns já devem estar pensando que esta abordagem foi muito
ruim, mas meu coração palpitava, aquele suor frio escorrendo da
orelha até as costas, me senti o super-homem na frente de uma kryptonita, porém, ao contrário do que qualquer um que me conhecesse esperasse, as palavras simplesmente começaram a sair,
não sei como, mas saíram como bravos guerreiros que se recusam a morrer em
frente a uma batalha sangrenta.
Conforme conversávamos seus olhos pararam de lagrimejar,
suas bochechas voltaram a corar e a cada minuto ela estava mais bela, e
aqueles olhos que jamais havia visto de tão perto cada vez pareciam focar mais
nos meus, me assustando, mas de uma forma agradável.
As horas passavam, o sol caminhava para qualquer lugar, 4 ou
talvez 5 horas se passaram. “Uau” isso era apenas o que sentia naquele momento,
não sabia de onde vinham minhas palavras, muito menos onde me levavariam, nunca me dei bem com as mulheres, mas
esta me transformava a cada palavra, cada sorriso, a cada vez que ria de minhas piadas
(inclusive as infames) e eu adorava tudo aquilo.
Já estava ficando escuro, luzes se acendiam nos postes, mas naquele momento não reparei, não valia a pena, tudo estava perfeito. Como aquele dia normal se
tornou nisto? Fiz a mais linda das mulheres parar de chorar e novamente sorrir ficando mais bela do que nunca.
Em certo momento ela repentinamente se levantou e parou em frente a um homem alto de
aparência simpática que simplesmente falou:
- Me perda?
Ela se inclinou para beijá-lo, algo como uma cena de final
de filme. A mocinha perfeita com o protagonista bonitão. Enfim eles deram as
mãos e se foram, claro sem antes deixar seu “tchau”, a última recompensa para
aquele que estava ainda sentado na quina de um jardim qualquer, foi então que
finalmente percebi quem realmente deveria chorar.
sábado, 7 de abril de 2012
Verdadeira páscoa
Reino A conquista o Reino B, que tem suas crenças, festas e
costumes próprios. Assim o Reino A é recompensado com novas terras e muita mão de
obra nova, mas não é assim tão simples. Afinal, muito provavelmente haverá
choque de culturas ente os Reinos A e B caso essas sejam incompatíveis e consequentemente
o povo conquistado ira se rebelar, e uma guerra civil ocorrerá, o Reino A
estará em apuros, o Reino B já faleceu, e o Reino C esta prestes a nascer.
Pensando nisto o Reino A decide tornar compatíveis as
culturas. A solução mais eficaz é mostrar que o Reino A não é tão mal, na
verdade ele é a mesma coisa que o Reino B, embora algumas mudanças devam ser
feitas, mudanças essas pequeninas, ninguém vai perceber.
Festas, o “circo” do povo, o que mais mostra tão nitidamente
o que é um povo? Se deixar elas como eram, o povo não vai se rebelar. Então pensemos
no Reino A como cristão, e o Reino B como pagão, como conciliar suas culturas?
Vamos analisar apenas uma festa em particular: a Páscoa. Os Cristãos comemoram a ressurreição de Jesus, como poderíamos tornar isto compatível com a cultura pagã?
Pesquisando a respeito da cultura pagã vê-se a comemoração pela nova vida,
cultuada geralmente na primavera, quando a natureza novamente floresce, tendo
como símbolos o ovo, que é o inicio de uma nova vida, e o coelho, símbolo da
fertilidade, que também é o símbolo de uma nova vida.
A festas cristã e pagã comemoram pela nova vida! EUREKA!
Vamos fundir as festas - pensou o Reino A. E agora temos a comemoração pela
ressurreição de Jesus pela troca de ovos de chocolate botados por um coelho.
Desta forma todos os povos estavam satisfeitos, todos os
deuses poderiam dormir tranquilos, pois suas festas já estavam garantidas.
Esta é a história das conquistas, porém não estou aqui para
contar a história (caso queira saber mais fale com o Dr. Google, PhD em
história), mas para criticá-la.
Os que se denominam cristãos, o que vocês estão comemorando?
Porque estão comprando ovos de chocolate aos seus filhos? Pergunte a eles o que
é a páscoa! Surpreenda-se com a resposta de seus rebentos e mais do que isso,
note que você esta proliferando uma cultura sem sentido, que você deveria
repudiar. No que você acredita?
Não estou aqui para criticar a páscoa, ou a venda de ovos de
chocolate, pois estes ajudam a economia gerando a contratação de milhares de
trabalhadores temporários o que é bom para todos.
Estou aqui para lembrar a você caro leitor, que se você é um
cristão/pagão/judeu/etc lembre-se qual é a essência desta festa para você,
compre ovos de chocolates a seus filhos, mas também ensine a eles sobre o que
estão comemorando, sob pena de criarem, nas palavras de Renato Russo,
“burgueses sem religião”.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Aliens e Irlanda
Aliens, cruéis e sábios, vem dos céus com suas naves espaciais redondas, piscantes, brilhantes e impenetráveis.
Todo ataque tem um centro e os aliens, usando de toda sua sapiência,
escolhem a Irlanda, sim a Irlanda, afinal, quem desconfiaria que aliens a atacariam?
Porque não os EUA todos irão dizer. Desta forma a guerra pegará todos de calças
arreadas, é o que pensaram.
Pequenos camponeses irlandeses começam a se defender, mas os
aliens disparam raios laser de várias cores que desintegram tudo ao seu redor. Mísseis?
Bombas atômicas? Isso nada adiantaria, aliens nos estudam a séculos, sabem bem
nossos pontos fortes e fracos, trouxeram seus escudos anti explosões nucleares,
mísseis, tiros de escopeta entre outras armas.
O destino da humanidade foi traçado: a destruição! Formigas
lutando contra homens são homens lutando contra aliens, o que restaria da
humanidade?
Todos os camponeses irlandeses logo saem a luta, abrem o
galpão e tiram suas catapultas já empoeiradas e trazem ao campo de batalha, ato
contínuo abrem o celeiro e trazem todas suas cabras, sim, cabras. Jogam as
cabras nas catapultas, e as catapultas as joga nas naves invencíveis, que logo
explodem ou colidem com outras naves.
Imagino até a conversa que os aliens tiveram antes de atacar
a terra:
-Capitão, já coloquei todos os escudos!
-Cabo para que tudo isso? Coloque apenas a anti explosão
nuclear, míssil e escopetas.
-Sim senhor capitão.
Tudo isso dito em Richotonofranes, a língua alien.
Cabras voavam por todos os lados, centenas, não... milhares
delas voando aos céus, como guardiões alados. As naves caiam ao chão, e os
irlandeses mais cultos logo entravam nelas e pegavam a tecnologia alien, para
assim usar o poder alien, contra os aliens.
Assim, cabras com botas foguetes eram lançadas pelas
catapultas, e aos aliens só sobrou a amarga derrota e a lição de que não devem
subestimar os irlandeses.
Agora o mundo não mais clama por potências, mas apenas pela gloriosa
Irlanda, com sua majestosa bandeira verde, branca e laranja, que se tornará
agora o símbolo de toda a humanidade.
Nasce um blog
Olá caro visitante,
Bem vindo ao "Simples porem complexo" (sem acento mesmo). Pensei neste blog como algo com inicio e meio, porém sem fim, e como tudo o que se inicia precisa de breves considerações, tais como: quem é o autor? O que lhe motiva? A resposta para isto é simples: tédio e anonimato.
Um ilustre desconhecido aparece a sua frente, e simplesmente te diz: Olá
Vamos embarcar nesta aventura?
Eu sou Ramid Tales, e este é meu blog.
Bem vindo ao "Simples porem complexo" (sem acento mesmo). Pensei neste blog como algo com inicio e meio, porém sem fim, e como tudo o que se inicia precisa de breves considerações, tais como: quem é o autor? O que lhe motiva? A resposta para isto é simples: tédio e anonimato.
Um ilustre desconhecido aparece a sua frente, e simplesmente te diz: Olá
Vamos embarcar nesta aventura?
Eu sou Ramid Tales, e este é meu blog.
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